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domingo, 1 de maio de 2011

A fórmula secreta da Coca-Cola

Eu sempre adorei refrigerante e nunca me informai realmente sobre o que estava tomando, e a partir do trabalho de Fisiologia Animal Comparada II eu me interessei e peguei algumas informações...

Vamos lá:

FÓRMULA DA COCA-COLA


Na verdade, a fórmula "secreta" da Coca-Cola (CC) se desvenda em 18 segundos em qualquer espectrômetro-ótico, e basicamente até os cachorros a conhecem. Só que não dá para fabricar igual, a não ser que você tenha uns 10 bilhões de dólares para brigar com a CC na justiça, porque eles vão cair matando.
A fórmula da Pepsi tem uma diferença básica da CC e é proposital exatamente para evitar processo judicial. Não é diferente porque não conseguiram fazer igual não, é de propósito, mas próximo o suficiente para atrair o consumidor da CC que quer um gostinho diferente com menos sal e açúcar.
Tire a imensa quantidade de sal que a CC usa (50mg de sódio na lata) e você verá que a CC fica igualzinha a qualquer outro refrigerante sem-vergonha e porcaria, adocicado e enjoado.
É exatamente o Cloreto de Sódio em exagero (que eles dizem ser "very low sodium") que refresca e ao mesmo tempo dá sede em dobro, pedindo outro refrigerante, e não enjoa porque o tal sal mata literalmente a sensibilidade ao doce, que também tem de montão: 39 gramas de "açúcar" (sacarose).
É ridículo, dos 350 gramas de produto líquido, mais de 10% é açúcar. Imagine numa lata de CC, mais de 1 centímetro e meio da lata é açúcar puro... isso dá aproximadamente umas 3 colheres de sopa CHEIAS DE AÇÚCAR POR LATA !...
- Fórmula da COCA-COLA ?...
Simples: Concentrado de Açúcar queimado - Caramelo - para dar cor escura e gosto; ácido ortofosfórico (azedinho); sacarose - açúcar (HFCS- High Fructose Corn Syrup - açúcar líquido da frutose do milho); extrato da folha da planta COCA (África e Índia) e poucos outros aromatizantes naturais de outras plantas, cafeína, e conservante que pode ser Benzoato de Sódio ou Benzoato de Potássio, Dióxido de carbono de montão para fritar a língua quando você a toma e junto com o sal dar a sensação de refrigeração.
O uso de ácido ortofosfórico e não o ácido cítrico como todos os outros usam, é para dar a sensação de dentes e boca limpa ao beber, o fosfórico literalmente frita tudo e em quantidade pode até causar decapamento do esmalte dos dentes, coisa que o cítrico ataca com muito menor violência, pois o artofosfórico"chupa" todo o cálcio do organismo, podendo causar até osteoporose, sem contar o comprometimento na formação dos ossos e dentes das crianças em idade de formação óssea, dos 2 aos 14 anos. Tente comprar ácido fosfórico para ver as mil recomendações de segurança e manuseio (queima o cristalino do olho, queima a pele, etc.).
Só como informação geral, é proibido usar ácido fosfórico em qualquer outro refrigerante, só a CC tem permissão... (claro, se tirar, a CC ficará com gosto de sabão).
O extrato da coca e outras folhas quase não mudam nada no sabor, é mais efeito cosmético e mercadológico, assim como o guaraná, você não sente o gosto dele, nem cheiro, (o verdadeiro guaraná tem gosto amargo) ele está lá até porque legalmente tem que estar (qeustão de registro comercial), mas se tirar você nem nota diferença no gosto.
O gosto é dado basicamente pelas quantidades diferentes de açúcar, açúcar queimado, sais, ácidos e conservantes. Tem uma empresa química aqui em Bartow, sul de Orlando. Já visitei os caras inúmeras vezes e eles basicamente produzem aromatizantes e essências para sucos.
Sais concentrados e essências o dia inteiro, caminhão atrás de caminhão! Eles produzem isso para fábricas de sorvete, refrigerantes, sucos, enlatados, até comida colorida e aromatizada.
Visitando a fábrica, pedi para ver o depósito de concentrados das frutas, que deveria ser imenso, cheio de reservatórios imensos de laranja, abacaxi, morango, e tantos outros (comentei)... O sujeito olhou para mim, deu uma risadinha e me levou para visitar os depósitos imensos de corantes e mais de 50 tipos de componentes químicos. O refrigerante de laranja, o que menos tem é laranja; morango, até os gominhos que ficam em suspensão são feitos de goma (uma liga química que envolve um semi-polímero). Abacaxi é um festival de ácidos e mais goma. Essência para sorvete de Abacate? Usam até peróxido de hidrogênio (água oxigenada) para dar aquela sensação de arrasto espumoso no céu da boca ao comer, típico do abacate.
O segundo refrigerante mais vendido aqui nos Estados Unidos é o Dr. Pepper, o mais antigo de todos, mais antigo que a própria CC. Esse refrigerante era vendido obviamente sem refrigeração e sem gaseificação em mil oitocentos e pedrada, em garrafinhas com rolha como medicamento, nas carroças ambulantes que você vê em filmes do velho oeste americano. Além de tirar dor de barriga e unha encravada, também tirava mancha de ferrugem de cortina, além de ajudar a renovar a graxa dos eixos das carroças. Para quem não sabe, Dr. Pepper tem um sabor horrível, e é muito fácil de experimentar em casa: pegue GELOL spray, aquele que você usa quando leva um chute na canela, e dê um bom spray na boca! Esse é o gosto do tal famoso Dr.Pepper que vende muito por aqui.
- Refrigerante DIET
Quer saber a quantidade de lixo que tem em refrigerante diet? Não uso nem para desentupir a pia, porque tenho pena da tubulação de pvc...
Olha, só para abrir os olhos dos cegos : os produtos adocicantes diet têm vida muito curta. O aspartame, por exemplo, após 3 semanas de molhado passa a ter gosto de pano velho sujo. Para evitar isso, soma-se uma infinidade de outros químicos, um para esticar a vida do aspartame, outro para dar buffer (arredondar) o gosto do segundo químico, outro para neutralizar a cor dos dois químicos juntos que deixam o líquido turvo, outro para manter o terceiro químico em suspensão, senão o fundo do refrigerante fica escuro, outro para evitar cristalização do aspartame, outro para realçar, dar "edge" no ácido cítrico ou fosfórico que acaba sofrendo pela influência dos 4 produtos químicos iniciais, e assim vai... a lista é enorme.
Depois de toda essa minha experiência com produção e estudo de refrigerantes, posso afirmar:
Sabe qual é o melhor refrigerante?
Água filtrada, de preferência duplamente filtrada, laranja ou limão espremido e gelo, mais nada, nem açúcar nem sal.

(AUTOR: ANÔNIMO - por motivos óbvios)

O autor deve ser um químico que trabalha com ou para essas empresas. hehe

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Momentos de reflexão...

Momentos de reflexão...

Sei que as pessoas nos surpreendem de duas maneiras, tanto no bem quanto “mal". Embora muitas vezes a dificuldade seja compreender os defeitos do outro, seja na amizade ou no relacionamento amoroso. Costumamos ver com muita facilidade as dificuldades do outro, os erros, e em nós é mais difícil. Sem perceber talvez, arrumamos sempre argumentos justificáveis para os nossos atos. Mas é, justamente, nas relações que percebemos como somos diante de situações. Através das nossas reações e dos sentimentos e sensações, que o momento nos provoca. E muitas vezes nos surpreendemos com características, que já julgamos alguém, algum dia, e nunca havíamos percebidos em nós mesmos.

Diante de tantos defeitos e sabendo como é difícil mudarmos, vejo que não há "regras" e nem fórmulas para as escolhas, ou seja, para as relações acontecerem da melhor maneira. Claro que acabamos por ter alguns parâmetros, ou limites, algumas coisas que sabemos que se forem feitas as relações vão, rapidamente, por "água abaixo".  


Ao parar e tentar compreender o amor o vejo como o caminho, talvez único, para compreendermos a vida, atitudes de muitas pessoas e a nós mesmos. E a partir disso começo a analisar situações de idas e vindas, e do novo conhecimento que surge na vida. Observando diversas situações e relacionamentos, percebo da seguinte maneira: Uns tão rápidos e outros medianos, uns mais duradouros e alguns até que a morte, realmente, o separe.

Por crer que vivemos na estrada do auto conhecimento. Comecei a enxergar essas situações como, realmente, sendo grandes experiências e necessárias. Mas o que justificaria o "fim", ou talvez a oportunidade de um novo começo?

 Cada pessoa é uma junção de "certo e errado", ou seja, de qualidades e defeitos. E para ela conhecer o que não é bom na convivência tanto social e para ela mesma. Passará por situações que irá provocá-la de alguma maneira, surgindo assim sentimento súbito da emoção no momento. Ela vai se percebendo e devagar, conhecendo as próprias reações a certas coisas.

Se, é uma pessoa tranquila e de fácil compreensão e flexibilidade. Ou, se é um tanto quanto explosiva para uma situação, que de repente era preciso uma reação cautelosa, com mais entendimento, mais calma. Porém, diante das experiências foi contrária ao que julgava ser melhor, e ao que era necessário. É justamente assim que se conhece, e surge a percepção da necessidade de melhora. Uns mais rápidos e já outros mais devagar.

Durante a vida vamos cruzar com pessoas, claro, sempre diferentes, mas umas que nos mostrarão durante a convivência um lado mais sentimental. Enquanto outras farão com que percebamos através de situações: que somos tímidos, ou ciumentos, extremos, ou frios... Enfim, muitas características que, normalmente, surgem no meio social. E se convivêssemos apenas com um tipo de pessoa, um mesmo círculo social e sempre os mesmo amigos. Dificilmente, nos conheceríamos de verdade, por conseguinte nos evoluiríamos muito pouco. Lembrando, que estamos levando em conta a existência do ser como meio evolutivo.

Fiquei a pensar que temos alguns parâmetros. Mas a vida nos coloca situações que nem sempre, é possível seguir algumas regras. E falar em regras, há uma palavra, e muito importante por sinal, que aprendi há pouco tempo: Arriscar! Alguém, que tanto amo, e que me fez e faz ter coragem de arriscar meus sonhos. E provocou em mim a coragem de correr os riscos da vida!

Ainda hoje com pouca experiência, tive a certeza do quanto é válido sair do “casulo”, dos medos que nos inibem a construir nosso verdadeiro eu. Claro, sabemos que a cada obstáculo passado, outro pode chegar a qualquer momento e nos desconstruir. Mas será que, o que nos faz fortes e corajosos, é o sol que chega todo dia a nossa janela, ou a chuva que nos faz se molhar?

Só sei que diante de sol e chuva, sou feliz! E desejo que todos consigam sentir o coração bater forte, por ter vontade de correr os riscos, e viver, sempre mais uma vez!









Sonhem, acreditem e arrisquem!


 Michele Lóis.


quarta-feira, 16 de março de 2011

Feliz Aniversário!





Hoje, 16 de março, dois grandes amigos completam mais um ano de vida!
Á eles dedico com carinho uma poesia do Chaplin:





"Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.

Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.

É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.

Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.

Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te."


Charles Chaplin










José Augusto e Henrique Tudo de melhor pra vocês sempre!!!!



domingo, 13 de março de 2011

Saudade Saudável

         Hoje, vendo umas coisas aqui no meu pc encontrei uma foto que me fez sentir uma saudade.....
Na foto estava eu e duas amigas lindas! Quando percebi que estava sentindo saudade achei estranho, afinal de contas vejo e falo com essas meninas quase todos os dias, por que estaria sentindo saudade delas???!!!
Após um pouco de reflexão pude entender que a saudade era daquele momento, quando estávamos quase sempre juntas.
          Tantas coisas mudaram do dia dessa foto pra cá... relacionamentos foram rompidos, mudanças de casas, mudanças de cidade, relacionamentos começaram a frutificar, mudanças de visão de vida, mudanças de escolhas, mudanças de planos....mudanças, mudanças, mudanças......É.. tudo muda, até ber-muda! Acredito que uma das coisas que torna a vida bela é isso, ser mutável, essa metamorfose ambulante como diz Rauzito! E o melhor é ver que mesmo com tudo mudando, existe algo que só se fortifica no meio disso tudo, o AMOR!
        Vendo a foto também constatei o quanto eu gosto dessas meninas, e a importância que elas têm em minha vida. Hoje, uma delas está na reta final da gestação de seu primeiro filho,e a outra está prestes a sair da faculdade e cheia de planos... Gostaria de aproveitar pra dizer que apesar de não estarmos tão presentes fisicamente nas vidas umas das outras, devido as adversidades da correria da vida adulta, sei e sinto muito forte a presença de vocês em cada vitória conquistada, em cada derrota fortalecedora, em cada sorriso estampado e em cada lágrima derramada, afinal de contas, estamos ligadas pelo coração!!!!!
        Lu, queria muito poder estar em cada consulta, em cada chute que o Rafael dá em sua barrriga, em cada preocupação que sei que te pertubaram a cabeça, em cada momento de alegria que sei que sua gestação e o seu relacionamento estão te dando....
       Ni, queria muito também poder estar contigo nas suas noites de trabalho em que você fica pensando se alguém lembraria de você se algo explodisse,  queria estar presente nas suas aulas chatas de estágio pra poder contigo meter a boca no trambone como a gente bem sabe fazer....
       
         ......mas..... O ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS!





PS: Espero que esse post não gere um sentimento chamado "ciúme" nos demais moradores da república oficina.... rsrsrsrs


Luíza Bangoim Leal

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Às vezes

"Às vezes pensar para agir
Às vezes agir sem pensar

Às vezes a primeira impressão não é a que fica
Às vezes o que ficam são muito mais que impressões

Às vezes olhar para sentir
Às vezes sentir para olhar

Às vezes nada disso faz sentido
Às vezes o sentido depende do ponto de vista

Às vezes o inesperado se torna único
Às vezes o único se torna esperado

Às vezes se aquele quarto falasse
Às vezes se algo voltasse

Às vezes sem o "se"
é o que realmente é

Às vezes sem o "às"
é A vez

Às vezes sem o "às vezes"
são todas as vezes

Às vezes tudo acaba

Às vezes o fim é um início

Às vezes...

Às..

vezes...

Há vezes!"


Escrevi isso há uns 4 anos atrás, achei ontem arrumando uns documentos meus, e lembrei que o blog estava precisando de um post e resolvi postar.
Bom, é só pra dar vida ao blog mesmo!

Luíza

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Compreensão!

Sempre achei necessárias palavras em evolução no nosso eu. E um dia destes qualquer, uma tarde que me fez trocar a roupa e caminhar olhando para o lago de Porto Nacional. Cidade onde resido e tenho passado meus dias de diversão e muita reflexão. Não vou dizer de estudo, pois ficaria muito óbvio. Afinal, a Universidade é a grande responsável pela estrada que me troxe aqui, e que agora percorro.
E pensando diante do que sou, ou melhor, tenho conhecido de mim; é o que me faz crescer e quem sabe um dia poder dizer, firmemente, palavras para ajudar um coração, uma mente perdida, desiludida e com medo de errar.
Hoje apenas sei que estou tentando ser... E neste processo longo, criterioso e difícil, tenho refletido muito.
Como havia dito, fui caminhar e olhando para o infinito céu em um lindo fim de tarde; Comecei a pensar na palavra compreensão. Afinal, precisamos da atenção dela para conosco! Como usá-la muitas e muitas vezes com quem convivemos e com nosso próprio jeito de ser!
Estive a pensar o que é compreender para mim. E sei que compreender não é aceitar, é tolerar características das pessoas e nossas também, mas sempre esperando mudança! Essa mesma que se faz presente e extremamente necessária na evolução do ser.  Compreendemos aos pais, amigos e amor... Ou pelo menos tentamos! E quando dissemos do amor, percebemos a necessidade de se compreender, ou seja, ser paciente, tolerante e flexível. Isso também faz parte do autoconhecimento, um teste de capacidade diante de nós e da vida. Não considero um aspecto negativo ser passivo diante do que queremos, e deixamos passar por tanto esperar. Pois saber esperar os momentos, é sinal de autoconfiança e maturidade chegando. Afinal, toda situação, não apenas para um bom biólogo, e sim para todos, é preciso ser observada. Observar-nos, é acalmarmo-nos diante da própria essência e deixá-la movimentar-se dentro de nós, e aos poucos clarear-se a partir de nossas reflexões; para aos poucos percebermo-nos e assim conhecer nossa própria imagem. E para isso, é preciso o silencio da calma da alma, a compreensão de se esperar para posteriormente poder se entender. Isso é importante também para nos diante das convivências; mas mesmo tolerando, independente da situação, sempre espera-se que a mudança chegue. Principalmente, que a vontade de se melhorar mostre-se e mesmo que devagar, que ela  movimente-se e busque a mudança que decidiu ser.

                                                                                                                                            
                                                                                                                                         Mi Lóis

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

CADÊ ESSE POVO QUE EU NÃO CONHEÇO?

Aí galera gostaríamos de comunicar:
Após uma reflexão de vários semestres consecutivos, chegamos à conclusão de que precisamos movimentar o curso de biologia do campus de Porto Nacional. E agora, na posição de veteranos, formandos e dinossauros, sentimos o peso dessa obrigação, obrigação de passar uma digna herança aos nossos calouros.   
                Herança essa que consiste em festas que honrem os nossos hinos “biologia, biologia, é mulhê boa, cachaça e putaria!” “Sexo, orgia, biologia!”. Percebemos que há hoje no nosso curso uma imensa segregação e não conhecemos quase ninguém que esta entrando, e talvez pela nostalgia que bate quando nos vemos prestes a sair da faculdade, sentimos necessidade de conhecer os rostos novos que se adentram na nossa querida universidade. Sendo assim, avisamos que esse semestre teremos a festa intitulada “CADÊ ESSE POVO QUE EU NÃO CONHEÇO?!”.
                Para mais detalhes da festa acompanhem o blog.





 PS: mesmo falando em movimentar o curso de biologia, queremos deixar claro que nossos amigos historiadores são sempre bem-vindos!!!! 

domingo, 30 de janeiro de 2011

A REVOLUÇÃO DOS JASMINS CONTRA AS AUTOCRACIAS



"A Revolução dos Jasmins iniciou na Tunísia com a imolação de um jovem e logo se alastrou para outros países. Agora, a revolta chega ao Egito e ao Iêmen. Em entrevista ao jornal Página/12, o sociólogo e filósofo Sami Naïr, professor de Ciências Políticas na Universidade Paris VIII e presidente do Instituto Magreb-Europa da mesma Universidade, analisa a originalidade e as causas destas revoltas árabes. Autor de ensaios e análises sobre política internacional, Naïr aponta como primeiro fator alimentador da revolta o fato central de que o medo mudou de campo. É o poder que enfrenta agora um povo que perdeu o medo."

A chamada Revolução dos Jasmins que iniciou na Tunísia há algumas semanas se estendeu como um rastilho de pólvora para vários países árabes, e não os menores. O Iêmen e, sobretudo, o Egito, vivem hoje revoltas que têm características revolucionárias. Trata-se de um fenômeno tanto mais único na medida em que o discurso ocidental sempre tratou os países árabes como incapazes de assumir coletivamente um destino democrático. Tunísia, Argélia, Mauritânia, Iêmen e Egito não só desmentem esses argumentos como também abalam desde a raiz as ditaduras que governam esses países há décadas com mão de ferro e privilégios exorbitantes.
Alguns analistas asseguram hoje que já não se trata de saber que regime cairá primeiro, mas sim qual se salvará dessa onda de aspirações democráticas cujos protagonistas são as classes médias, os setores menos favorecidos e os jovens, que se organizam por meio da internet e das redes sociais. O mais moderno do mundo irrompe como instrumento de comunicação e protesto contra poderes dinossáuricos. Os protestos revelam também a ruptura sem remédio entre autocracias longevas, respaldadas historicamente pelo Ocidente, e a legitimidade popular.
O sociólogo e filósofo Sami Naïr, professor de Ciências Políticas na Universidade Paris VIII, presidente do Instituto Magreb-Europa da mesma Universidade, analisa em entrevista ao jornal Página/12 a originalidade e as causas desta revolução árabe. Autor de ensaios e análises sobre política internacional, Naïr aponta como primeiro fator alimentador da revolta o fato central de que o medo mudou de campo. É o poder que enfrenta agora um povo que perdeu o medo.

A entrevista:
A Revolução dos Jasmins iniciou na Tunísia com a imolação de um jovem e logo se alastrou para outros países. Agora, a revolta chega ao Egito e ao Iêmen. Você dizia em uma análise que, assim como ocorreu primeiro na América Latina e depois nos países do leste europeu, certa parte do mundo árabe está despertando para a história.
- Sempre prensei que, ao menos no século XX, o laboratório dos povos foi a América Latina. A Revolução Russa não pode ser entendida sem a Revolução Mexicana. Os latino-americanos inventaram todas as formas de luta possíveis e imagináveis. Na América Latina, se experimentaram as guerrilhas, as lutas políticas, os despotismos, as ditaduras. A partir dos anos 80 e 90, as ditaduras caíram em quase todos os países da América Latina. Esse movimento contra as ditaduras se desenvolveu em outros lugares do mundo, por exemplo, nos países do leste europeu a partir da queda do Muro de Berlim. Agora, esse movimento de fundo que iniciou na América Latina está atingindo todos os países da orla árabe do Mediterrâneo e mesmo além, na península arábica, como está acontecendo no Iêmen.
O problema reside em que, contrariamente ao que ocorreu na América Latina, o movimento que eclodiu nestes países árabes não tem direção, nem organização, nem programa. É um movimento totalmente espontâneo com duas características fundamentais: em primeiro lugar, trata-se de um movimento que destrói definitivamente a ideia de que estas sociedades estão condenadas a viver com o perigo extremista e fundamentalista, por um lado, e, por outro, com a ditadura, que seria uma suposta garantia necessária contra esse perigo fundamentalista. Agora está se demonstrando que o problema é muito mais complexo e que estes países não querem experimentar nem o islamismo nem o fundamentalista, mas sim que, basicamente, desejam a democracia.
O segundo elemento importante, e que pode lembrar o que ocorreu na América Latina, reside no fato de que há uma aliança circunstancial entre as camadas mais pobres e humildes, sem verdadeira inserção social, e as camadas médias empobrecidas nestes últimos anos. Na última década, todos esses países padeceram de um empobrecimento muito importante das classes médias e agora há uma fusão entre esses setores e a base popular, as classes pobres totalmente excluídas do processo de integração dentro da sociedade.
Se essas revoltas forem até o fim nestas autocracias árabes estaríamos vivendo uma autêntica revolução mundial, um giro decisivo na história de nossa concepção dos sistemas políticos mundiais. Sempre se acreditou que os países árabes eram incapazes de assumir uma forma de democracia popular e participativa.
- Isso corresponde a um discurso muito depreciativo construído pelos países ocidentais, pelo capitalismo internacional cuja sede é a Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE), Estados Unidos e União Europeia. Esses atores querem que haja estabilidade nos países árabes e para isso necessitam de regimes fortes e ditatoriais, porque o que importa a eles são duas coisas: em primeiro lugar que essa gente não emigre e, em segundo, que as fontes de recursos petrolíferos sejam garantidas. Por isso desenvolveram esse discurso em total sintonia com os ditadores que sempre repetiram: “nossos povos carecem de maturidade política e cultural e, por conseguinte, não podem ter acesso à democracia”.
Sabemos que tudo isso é falso, que as aspirações democráticas são muito fortes nesta região do mundo. Creio que o que está acontecendo agora demonstra isso de maneira muito clara. Cada situação é específica. Não se pode misturar o que ocorreu na Tunísia, um país que tem uma tradição laica e elites ilustradas muito fortes, com camadas sociais muito coesas, com a situação do Iêmen, onde impera um sistema tribal baseado na dominação despótica de um clã. A única coisa similar é o grau de dominação e a forma de controle, apoiada na polícia e no exército.
A explosão social no Egito tem matizes inéditos. No Egito o exército desempenha um papel central, onde o presidente, Hosni Mubarak, pertence a ele e onde quem está chamado a substituí-lo, seu filho Gamal Mubarak, é um liberal que não é bem visto pelas forças armadas.
O caso egípcio é muito particular, em primeiro lugar porque o país é um velho Estado de direito. Provavelmente seja o Estado de direito mais antigo do mundo. O Estado de direito moderno foi constituído por Mohamed Ali entre o final do século XVIII e início do XIX, ou seja, antes que nós na Europa soubéssemos o que era isso. Mas esse Estado foi destroçado pelos ingleses no século XIX. Em todo o caso, o filho de Mubarak, Gamal, não representa a democracia. Gamal Mubarak é o elemento chave da nomenclatura que domina o país em sua vertente mais liberal. A questão do liberalismo não pode ser concebida unicamente como liberalismo econômico, salvo se se trata de comparar o Egito com a China. Na China temos um despotismo político neocomunista e um liberalismo selvagem que encarna na verdade a dominação de uma elite burocrática. No Egito, é diferente. É impossível que se possa organizar um sistema liberal sem democratização da sociedade. É indispensável evitar que o Egito se transforme em uma república hereditária onde o pai ditador nomeia seu filho como futuro ditador liberal. As pessoas estão buscando outra coisa.
Querem a democratização da sociedade para que a sociedade civil possa escolher por meio de um debate democrático transparente. O filho de Mubarak é como seu pai. As pessoas não o querem porque já tem o exemplo da Síria, onde o filho substituiu o pai e terminou instaurando um sistema mais ou menos liberal, mas com a mesma ditadura.
Você assinala que o que começou a ocorrer na Tunísia e logo se espalhou para outros países é que o medo mudou de lado. O medo acabou.
- Isso foi muito importante neste processo. Eu estava na Tunísia quando tudo isso começou e vi como o medo mudava de campo. A revolta tunisiana estourou na localidade de Sidi Bouzid, com a imolação do jovem Mohamed Bouazizi. A partir dali, tudo se transtornou. Até esse momento, o regime tunisiano estava baseado no temor. Mas a morte de Mohamed Bouazizi mudou essa situação, sobretudo pela atitude do então presidente Bem Alí, que foi visitar a família da vítima. As pessoas se deram conta que quem tinha medo era o poder. O mesmo está ocorrendo no Egito. O mais importante nestas revoltas é a vitória do imaginário que significa que transformaram a relação com o poder: agora são os ditadores que devem temer os povos. Isso não significa que amanhã vamos ter uma revolução em todas as partes. Não. O movimento pode avançar, pode recuar, não sabemos o que vai acontecer. Mas o que sabemos, e isso já foi percebido pela população, é que os poderes podem mudar quando os povos querem mudar suas condições de vida e ousam enfrentar o poder para escolher seu próprio destino.
Por isso penso que estamos diante de uma onda que terá desdobramentos. Estamos na mesma história que os povos da América Latina abriram nos anos 80. Logo se seguiram os povos do Leste europeu nos 90 e agora estamos vendo isso acontecer com estes povos árabes. Não podemos esconder que o que está ocorrendo é também uma consequência da globalização. A globalização é má socialmente, mas tem algo bom, que é a globalização dos valores democráticos nas sociedades civis.

Tradução: Katarina Peixoto
Matéria da Editoria:Internacional - Carta Capital em 29/01/2011.
Fonte: http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17331

Pessoal, eu "plagie"

sábado, 29 de janeiro de 2011

Banho de Panela

O estado do Tocantins é constantemente divulgado na mídia por seus altos graus de temperatura. E acreditem, não é mero exagero, aliás, eu desconfio de que há uma leve censura nos programas de climatologia. Penso que quando os dados chegam para serem lançados alguém do governo, preocupado com o turismo da região, pede para que divulguem com uns 4 ou 5 graus abaixo da temperatura real. Por que vejo na televisão: máxima de 35º no Tocantins. Mas nunca vi eles falarem dos escaldantes 43º que volta e meia nos derretem os miolos. E com certeza esse dado é omitido para não espantar os poucos turistas que se aventuram conhecer as raras belezas existentes no caçulinha dos estados brasileiros.
Em frente a esse cenário climático a maioria das casas tocantinenses, principalmente casas onde moram apenas universitários com verba reduzida, carece de chuveiro elétrico. Um dos motivos é justamente o clima, a água aqui já sai da torneira morna você querendo ou não; o outro seria talvez uma questão ambiental (a desculpa dos universitários quebrados que cursam biologia ou mesmo os que apenas se sensibilizam pela causa ecológica). Pelo clima ou pelo ambiente, o fato é que chuveiro elétrico é artigo de luxo, e na verdade pouca falta ele faz, ops, corrijo, fazia. Sim, fazia. O querido estado que me abrigou calorosamente  (no sentido literal) vem enfrentando uma fase um tanto incompreendida por seus habitantes. Estamos sentido FRIO!!!!
               Acredito que devido a todas essas loucuras que andam fazendo com a natureza o coitado do São Pedro ficou um pouco atordoado e acabou mandando o frio para nós tocantinenses. O frio nos pegou desprevenidos, mas para tudo se dá um jeito né?! Curtimos uns filminhos debaixo das cobertas, umas sopinhas no final da tarde, uma meinha no pé... mas a  parte cômica vem na hora do banho, afinal de contas nossos chuveiros não estavam preparados para aquele truque mágico que nossos amigos sulistas conhecem bem, girar a chave para a opção “inverno”. Isso não existe aqui, quase não mencionamos esse termo “inverno” em nossos diálogos nortistas.  Mas como bons brasileiros que somos, demos um jeitinho. Por isso se entrar no banheiro de alguma república tocantinense por esses tempos não se admire se tropeçar em panelas espalhadas pelo chão, e não se surpreenda em ter que procurar a chaleira usada para fazer café no Box do banheiro!!!!


Luíza Bangoim Leal
Agregada da República Oficina